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segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

obrigada




obrigada. agradecida. grata.

{sentimento calmo, que acalenta o coração diante de ações realizadas por alguém para o nosso bem}

obrigada

Deus, por fingir existir caso não exista. pois sou fraca pra aguentar a vida sozinha.

agradecida

por mil e quinhentos e vinte e um tropeços com minhas pernas ainda firmes no chão.

grata

pela morte oferecida em vida. quanto mais morro mais vivo.

muito obrigada

por muitos sentimentos medíocres que há em mim e mesmo assim me achar dentro do grupo das pessoas que são felizes.

obrigada

por comer, beber, dormir, trabalhar e poder gastar pelo menos 15 minutos com algum livro de romance ou com um poema sutil 

agradecida

por enxergar tanta desgraça, futilidades, injustiças e ainda sim acreditar que ainda dá algum pé.

grata

por não saber toda a sabedoria do mundo.seria uma pessoa muito chata.

obrigada

por achar graça em coisa pouca.

muitíssima agradecida

porque ingratidão é coisa sem jeito. é peste da alma.é jiló mal passado.é pobreza.
é estado de insatisfação constante.


agradecida.

Laís

obs: Feliz 2011!!! =D






terça-feira, 23 de novembro de 2010

Espero

Espero o dia

Ou não,

Faço melhor

Não espero mais...

Para ver o nascer do sol de amanhã

Se eu tenho o Pôr de hoje

Cansei de vestir a armadura

Ver somente o mesmo inimigo

Nenhum...

Gritarei aos ecos

e eles

Ecoerão

Melhor correr

Sem panos pelos pastos

E me entregar ao tudo de mim!






Laís de Andrade*


obs: arrumando o blog, voltando aos poucos. Achei esse poema que estava aqui no blog em forma de rascunho. Fica o exemplo de o meu de ontem para o hoje de mim ;)

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Ego da água


No reflexo da alma


Na água viva


Via-se apenas vultos


Reflexo de fragmentos da realidade


Distorcida de seu próprio espelho


Ali conjugava o seu verbo


Tirava fotos de um único ângulo


Desenhava os mesmo traços


Ouvia o mesmo disco arranhado


Até que um dia esse espelho abriu a boca e a engoliu


Restou o seu próprio verbo a conjulgar-se


Fotos de seu próprio ângulo


Desenhar o seu próprio modelo


Ouvir sua própria música


Nessa distorção


Confundiu braços com pernas


Várias faces de um mesmo ser.


Afogou alguns com sua própria água,


libertou outros que ali se afogavam


e deu a luz a uma pequena menina


Na água do parto,


partiu,


afogou e morreu.


Então sentiu o pulsar da vida e se viu na menina que acabara de dar a luz


Seu choro ecoava entre os cantos do mundo




Da lágrima que caiu dos olhos da menina


No canto do seu nascer


Foi libertada


E vomitada da boca de seu espelho.


quarta-feira, 31 de março de 2010

Perdidamente





Ela perdidamente

Perdia a mente

Dançava sem os pés no chão


Dança a ciranda de uma música

Que não soa mais

Como estrela que morre e ainda brilha


Ela ainda insisti em ver seu brilho morto


Sombras a iluminam

Iluminada estava

Dançando sem par


Dançou e cantou

No trago de um cigarro

Nas Nuvens de fumaça


Perdida

Seu palco era Sua Mente


Suavemente


Suava e soava

OS PASSOS cortantes


De um compasso sem contratempos

Hipnóticos e vislumbrados


Tocam sempre a mesma música

Oca


Pra ela alçar a voz da sua mente

Nesse ir e voltar

Como Dois pra lá

E dois pra cá


Plaina

Plena Mente


Plena
Que um dia, o brilho morreu

A fumaça perdeu sua luz


E cantou com sua voz própria

na música de Seus Passos.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Salvador

Crianças Geopoliticas Assistindo ao Nascimento do Novo Homem
Salvador Dalí -1943
Um passado passado
Um presente já presenteado
Um futuro morto
Quem viveu, já viveu
Quem lutou, já lutou
O presente deles
Era o nosso futuro
O presente nosso
É o futuro deles
O presente deles é a vontade de voltar
Ao passado onde vivia-se presente
Referências...
Hoje antepassados velhos
Heróis mortos imortais
Choram sua morte eternamente fiéis
Sem a esperança da reencarnação dos reis
Os mesmos Hércules para
4,5,6 gerações
A memória é forçada
E vai se perdendo e ganhando durante
os séculos
Salvem os reis
E inventem a máquina do tempo
Voltem ao passado e vivam como se fosse o presente
O futuro não existirá
Será utopia para tolos
Com a máquina do tempo
Tudo se recolverá
E o homem tornará
IMORTAL
Sem necessidades de
DESCENDENTES
A vida será constante
Sem medos de futuros desoláveis
Seremos todos vermelhos
No partido, na cor, no sangue e na religião
União será a palavra e o amor reinará
Os Deuses e o homens imortais em um só reino sem DOR,
todos no Olimpo
Όλυμπος
Pois o futuro que é o presente será a ferida retirada
do coração do homem
Através da divina invenção da vota
ao tempo
O homem do futuro vive a utopia do passado
O homem do presente dorme no leito dos antepassado
Sem construir camas para o sono de seus futuros
Eis o baú, eis a arca
Eis a glória de um pensamento coletivo
Inerço no tempo
Salve a pátria
e reencarne rei!
Salve um povo sem líderes
Serás nosso rei
Do passado, do presente
e do futuro tão esperado:
_ A volta do rei ao futuro.
Salve o rei e não o coloque mais em uma cruz.
Salve os reis mortos de um choro de lamento
de corpos já mumificados
Passe a glória
deixem legados,
Guarde o sono
de suas crianças.
Salvem Dalí

sexta-feira, 12 de março de 2010

Catarse

Édipo e a Esfinge - Ingres
Image from Joconde

Vomito o mundo
que em mim era indisgesto
antes que ele próprio me en Gula

A mesma lâmina que é ferido
Se fere aos outros

Qual sangrará menos?


Laís

sábado, 23 de janeiro de 2010

Tempos Modernos


Saudo os tempos modernos


Hoje aqui e agora


Me experesso pelos "meios" da "Aldeia Global"



Glória, glória ao modernismo



A moda, a música e ao cinema e a internet!


[allstares]


[te colocam em altares]


Expressão sublime do homem moderno


seus cabelos e sua camisetas dizem



Saudo aos piercings


Saudo as tribos e seus tribais

Um brinde de Tubaína!


Vanguardas me protejam


reproduzem o velho no novo


Tendências desbotadas ganham cores



esqueceram que desde o príncipio dos tempos


Nossos ancentrais sempre foram melhores que nós


meros mortais aclamam os deuses


Não há mais o que inventar, não existem mais cores que as do


Arco -Iris


Não exite outro lugar pra colocar nosso café de cada dia sem ser na xícara


Saudo o novo


Já velho


Será que quando estiver velha vou sentir saudades do meu tempo,
ou do tempo da minha mãe?


Saudo o Brasil e o samba e a nossa pobreza


Reinventam a moda, a propaganda, o cinema, o rádio.


E o novo?


Critico o meio que uso como qualquer outro critico


Clássico!



Laís de Andrade

(Formada em Publicidade e Propaganda - Comunicóloga...que ironia...hehe!)




terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Achados e Perdidos

Kamila em Turvolândia-MG
Tudo o que ele procura

Ela já tinha achado

Como dizia Ruiz

Os melhores achados estão em meio há coisas perdidas

Na sua cestinha, tinha uma agulha e um bordado interminado

E o perdido? E o achado?

Esquecido em meio há perdidos estão os achados

E os achados podem ser um dia perdidos

Que pode ser outrora achado por alguém já perdido

Ou perdido por alguém pode ser encontrado no outro um achado

Achado pra uns

Perdidos pra outros

Qual é o achado? E qual é o perdido?

No que se perde e se acha

Se ganha a si

E podemos perder o que achamos

Acharem o que perdidos estavam

Perdidos acharem

E achar o que perderam

Laís de Andrade

sábado, 5 de dezembro de 2009

Beco Vazio


1,2
Passos

1,2
Passsos

1,2
Passos

Minhas pernas escutam

1,2,3,4,5,6

Olhas mais passos!

Um gato na rua do Beco
Vazio.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Carmina Sovina


Carmina Sovina








Era dessas moças de brilhantina








Surgia na noite como morfina de neblina








Dançava sobre as rimas








Era Angelina, Divina








Surdina








Carmina Sovina








Inquilina na noite








Sumia





terça-feira, 6 de outubro de 2009

Que som é esse?

"Será que o passarinho:
Canta por que voa
ou
Voa por que canta?"
Laís

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Clarice

A janela semiaberta, acordou imóvel havia tido sonhos estranhos novamente. Os sonhos não fazia parte apenas de suas noites, mas do decorrer do dias.Procurava encontrar nele, sinais, símbolos de que comunicassem algo de seu ser ou coisas além do visível. Na noite em que acorda imóvel e com os nervos duros....era como se ali estourasse o vazio profundo de medos já indolores de tão pungentes e cotidianos que já não lhe tocavam a alma, é como se tivesse se acostumado com a dor. A televisão em cima do criado mudo, os livros sobre a cabeceira,o corpo esticado na cama fazia parte dos lençóis e cobertores que necessitavam ser limpos e cheirar coisa viva outra vez. Os sonhos se misturavam com a realidade as visões de cores pastéis e fortes como amarelo e verde morto que lhe viam as retinas.Eram luzes no céu desconhecidas, que lhe causavam pavor. Porém, mas profunda era sensação de acordar e sentir o corpo ranger e os nervos como cordas esticadas de um violino afinado, o único movimento do momento era o abrir das pálpebras e ver se ali num quarto. Foi aos poucos se movimento seu corpo pesava toneladas, até se adaptar novamente a sensação de acordar e ver que havia sido apenas um sonho. O guarda - roupa a sua frente,a penteadeira ao lado, a luz que vinha da janela, nada ali lhe dizia nada, nem uma palavra de conforto. A realidade era vista como uma parte de seus devaneios foi então, que estabeleceu uma conexão consigo mesma, e tentou voltar ao sono.

Laís de Andrade


sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Macieira

Anita, tinha uma macieira.
Nela tinha:
*Flores
*Maçãs verdes
*Maças podres.
Apenas duas estavam boas.
Colocou em sua cesta
Era o que podia oferecer:
duas maçãs.


Nota*: em cada momento da vida temos um certo número de maçãs à oferecer....

domingo, 19 de julho de 2009

Futuros Comunicólogos

As linhas que agora traço, o simples fato da escrita que aprendi na escola, já me colocam no estado de uma mensageira, de comungar com o leitor-receptor a junção de letras que formam sons que expressam meus pensamentos, meus conhecimentos, o que desejo compartilhar. Ao longo da história o homem foi aprendendo, desenvolvendo e aprimorando-se e formando: a Comunicação. O meio, a mensagem e o receptor: Comunicar não é só transmitir ou só receber; “Comunicação” é troca e ninguém comunica sem considerar, além das palavras, as emoções e a situação em que fazemos a tentativa de tornar comuns conhecimentos, idéias, instruções ou qualquer outra mensagem, seja ela verbal, escrita, sonora, visual, corporal etc.

Ao longo de três anos e meio na faculdade, viemos com o intuito de não só aprender a arte da Publicidade e da Propaganda, mas a arte de comunicar e de atingir o receptor e fazer-se entender diante daquilo que desejamos informar, transmitir, estudando comportamento, perfis, sociedade, o mundo em que já vivemos e o mundo do qual fazemos parte, etc. Hoje por meio deste “meio”, venho tentar refletir sobre a comunicação e dizer um pouco dos anos sonhados da faculdade que, por hora, finaliza-se no ano de 2009. Nesse semestre deixamos as aulas em sala e o convívio com os outros colegas, para nos dedicarmos ao “mero” trabalho final, suas orientações, as felicidades, as decepções, os novos aprendizados, os novos desafios e muitas vezes a falta de comunicação dos grupos (risos).
Há sempre uma máquina do tempo em nossas mentes quando terminamos ciclos de nossas vidas, que nos coloca a avaliar o passado e o futuro. Como entrei na faculdade? Qual será meu futuro daqui em diante? As lembranças de quando entramos na faculdade: Quem seriam os amigos?Quais seriam os professores? E as expectativas do futuro: Para onde irei? Será que vai dar certo? Por onde começar? Essas são algumas das tantas questões que passam em nossas mentes - a máquina do tempo vai e volta no passado e no futuro. Contudo não devemos esquecer de avaliar o presente. Como dizia nosso amado mestre Bertuolo, traçar nosso próprio plano de carreira no hoje. Creio que posso dizer que, muitas vezes, não conseguimos traçar ou seguir esse plano, tantos afazeres e coisas que nos levam, que a vida e a sobrevivência tornam-se, às vezes, maior por momentos. Porém, a vida sempre bate em nossas portas e faz nos lembrar de sonhos e aspirações que só podem ser realizados através de muito trabalho. Hoje, costuma-se se esquecer de certos fatores que nos levam até mesmo deixar de lado nossos sonhos. Se estamos realmente lutando por eles ou se é a maré que esta nos empurrando. Porém, sempre vem uma tempestade ou outra, mas a bonança supera, eleva as forças e nos coloca no controle do barco novamente. É essa a principal questão, nunca deixar de remar.
Com a máquina do tempo em foco, retornamos ao primeiro dia de aula, aos novos amigos, aos trabalhos, às informações novas, às provas, às festas, às repúblicas, à pindaíba, ao passe de ônibus, ao pastel da esquina (muitos)... E vamos andando ao segundo, ao terceiro, ao quarto, ao quinto, ao sexto, ao sétimo e enfim ao oitavo período. Ao longo desse tempo fomos absorvendo conhecimentos, não só os teóricos, mas os de vida, como a doce arte de conviver, com suas deliciosas risadas e conturbadas picuinhas (como em qualquer lugar que reúna-se mais de uma pessoa).Que no final de tudo só vai deixar saudades.
Minha avó sempre disse que o que nunca vão nos roubar é o conhecimento que adquirimos. Portanto é preciso ter garra para tentar absorver tudo, o que na verdade, sinto ser impossível, por mais esforçados que sejamos.Mas para os mais esforçados ou ditos cabeças de ferro, dos quais infelizmente não faço parte (risos) pode-se atingir a escala dos 95%, isso aberto à discussão de margens de erros de 15% para mais ou para menos (risos). Contudo, qualquer que seja a capacidade de absorção da sua esponja de conhecimento é impossível sair o mesmo, seja com escala para melhor ou para pior, o que prefiro ficar com a primeira opção. Faça o seu “remember universitário” e coloque na balança dos prós e contras (já faz alguns dias que venho balanceando os meus).

Enfim, depois de todo esse “vai e volta”, falemos um pouco resumidamente da força da comunicação em ordem não cronológica: Só os homens falam, só os homens se comunicam através de palavras e sinais fonéticos, que fomos formulando e aprimorando ao longo dos tempos, conforme nossas necessidades. Desde o simples toque de pele do bebê com a mãe, a primeira forma de comunicação do ser humano: o tato; a Segunda Guerra Mundial com os dotes de grande força propagandista de Joseph Goebbles (Ministro de Propaganda de Adolf Hitler); o Poder da Indústria Cultural; a imprensa de Gutenberg; a forma de Expressão: a arte, desde a Pop Arte com as Sopas Campbell, de Andy Warhol, a música de Mozart, ao balé dos Cisnes; ao rádio; à TV, ao Cinema e à Internet, que hoje formam essa imensa aldeia Global, dando-nos idéias de novas formas de comunicação “que estão” se desenvolvendo a cada dia-hora-segundos, formando novos padrões de vida, novos laços, uma nova forma, posso dizer, de ser humano, que muda conforme o ambiente ao qual vive e as necessidade que vão surgindo, acondicionando e distribuindo idéias e sentimentos que não só modificam as relações, mas as sensibilidades.

Depois desse breve e superficial resumo, deixo um pequeno parágrafo da Introdução do Livro (de1902 a 1936), que agora estou lendo, chamado “Revolução na Comunicação” uma antologia organizada por Edmund Carpenter e Marchal McLuhan, a qual me apaixonei! Que cabe ao que vivemos hoje, vai da Publicidade Comercial até análise detalhada das intenções e efeitos dos veículos de comunicação de massa. Além do parágrafo, fica também a indicação do livro, mas vamos ao que interessa:

“Assim como o esquimó tem sido destribalizado através do material impresso, passando em poucos anos do nômade alfabetizado, também nós, num período igualmente breve, estamos ficando tribalizados através dos canais eletrônicos. A instrução que abandonamos, ele a aceita pressurosamente; a linguagem oral que ele rejeita, nós aceitamos. Se isso é bom ou mau, é uma questão que ainda falta apurar. No momento, é importante que compreendamos a causa e o processo.”

“Sem uma compreensão da gramática dos meios de comunicação, é impossível ter esperança de atingir uma consciência contemporânea do mundo em que vivemos”.

Voltando a máquina do tempo, para o passado deixo meu carinho e agradecimento, para o futuro deixo uma deliciosa esperança de coisas boas e saudáveis e para o hoje traço ações para que tudo se complete.Fica um pouco do tudo.

Comunicar é o ato de comungar idéias.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

Quem sou eu?





Bem, esta pergunta acima, que é feita em perfis de site de relacionamento como orkut, torna se banal, por muitas vezes, pelo fato de esquecermos quem somos ou esquecermos de fazer essa perguntinha, que você pode me dizer que é clichê, mas eu lhe digo: O que não é clichê hoje em dia?Mas isso é pano pra outra manga.


Prosseguindo, durante uma aula na faculdade, foi proposto o tema Quem sou eu?, pelo qual a professora nos pôs a pensar sobre a imagem que fazemos e a que os outros fazem de nós. Eu, com os meus botôes coloridos, preferi recorrer à poesia a me pôr a explicar quem sou ( coisa complicada), porque tenho uma grande dificuldade em me expressar. Por isso, escolhi esse poema de Clarice Lispector, para auxiliar em minha explicação. Acho que esse poema veste bem, quanto à imagem que os outros têm de nós:




Sou como você me vê.


Posso ser leve como uma brisa ou forte como uma ventania,


Depende de quando e como você me vê passar. Clarice Lispector




Lispector, a meu ver ou do pouco que conheço, era um mar contido em uma mulher, pelo menos essa é a imagem que faço dela. Ainda fazendo valer esse "mar contido em uma mulher", lembro-me de um texto. Só sei que: é muito díficil a minha pequena razão entender o texto de Clarice chamado " O Ovo e a Galinha". Prefiro senti-lo a entendê-lo. Mas, relembrando o ínicio do texto, acho que o primeiro poema cabe ao assunto, quando convém a imagem que os outros fazem de nós. Já o "O Ovo e a Galinha":








Creio, que este seja como nós nos vemos e nos sentimos, nos achamos em alguma forma. Mas, por vezes, nos entendemos, por outras, não.Tem gente que vai achar esse tal texto uma merda; tem gente que vai dizer que entendeu tudo. Mas que bom, porque nem a autora entendeu seu próprio texto (rs). Acho que por fim não cheguei a resposta de quem sou eu. Mas na verdade, não queria chegar... Cheguei sim, a conclusão é que vamos caminhando e seguindo a canção, desabrochando formas e jeitos de ver escondido cada ser que habita em nós. Bem, não quero me tornar dramática. Mas é isso, ir lapidando esse tal de eu.


Mas, e a pergunta que não quer calar? O que tem a ver com tudo isso a imagem acima do filme Volver? Tem haver comigo, porque chorei muito nesse filme e, através dele, pude me conhecer mais um pouco, mexeu com as emoções caladas. Calma, minha história não tem nada a ver com a da Raimunda, mas o amor de mãe para filha e de filha para mãe e esse universo feminino me trouxeram uma grande empatia tão simples e, ao mesmo tempo, comovedor.Fica a dica, para quem é manteiga como eu (rs). E a pergunta: Quem sou eu?

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Desenham-me


"Circulam-me cores


Dançantes em um ritmo descompassado


De um tempo de passado, presente e futuro


Dançam-me a ciranda de um traço de carvão


Sonantes de vozes crescentes e longes


Trazem-me flores do Jardim Florido


Que inundam de orvalho saídos de seus poros"
Laís

quinta-feira, 29 de maio de 2008

carta de namorado





Bati



Entrei



Voltei



Sentei



Senti cheiro de perfume de madeira


De cabelo limpo



Tomei café fresco



Pra ficar essa noite à contemplar estrelas



Junto de meu amor escondido.


*Laís de Andrade




sábado, 24 de maio de 2008

Flores


" Por dias instalei um silêncio de palavras,





mas por dentro elas cresciam em mim,





omo sementes quando germinam e buscam o ar.





E agora assim,





em meio uma música harmônica,





elas dão flores em pleno inverno.





Sua água é a sede de nascer.





Dar frutos cheirosos.





Encher a boca de salíva.





Molhar a vida





Que quase nunca pulsou tanto assim.





Sem amores demais nem de menos...





Como diz ao beija-flor





Meu amor está em tudo





E nos olhos que não vejo"









Para minha amiga de letras *Emely*

segunda-feira, 5 de maio de 2008

Medos





Arrematam-se os medos


Ponho- me à sorrir




Entre vagões




Desta viagem




Pensamentos se desfazem






E dão lugares a novos




Um novo olhar




Onde o ar pulsante




Inspira-me a vida




Volitar tão alto pairante




Pelo menos essa vontade




Que arde




A vontade de viver!

quarta-feira, 23 de abril de 2008

Caminho


Assim caminho,
E quando as folhas me dizem aonde devo ir
São elas minhas companheiras
Esse sinal natural que me guia
Me traz cheiro de coisas novas e de velhas lembranças
E me banha o céu estrelado de estrelas de inverno
Assim caminho,
Ora olhando para traz,
Ora olhando o horizonte...
Assim são os dias
Em que respiro ar puro
E não faz diferença amar, e não ter recíproca
Faz diferenaça não ter amor...
Assim limpam-se as arvores
E o céu mais limpo ainda
Inspira
Uma canção
Um copo de leite quente
Um coberto novinho
Um vinho!
Assim é o tempo
Cada hora uma estação....
Laís de Andrade