domingo, 22 de março de 2009

Morte

Quando ela vive eu morro



Morro



De saudades



De ouvir música do sorriso



Das tuas intrigas em ser



Morro



Fico em pedaços



Fatias



Que não me valem de nada



*



Doe-me os sons



Os acordes partem -me a alma



*



Ela vive



E ela morre



Desce encontro



Nasce letras



Vivas -mortas



E que são mudas



E surdas



Escutam apenas o vácuo



*



Ele me acorda



Enquanto o outro me guia



No estado de cegueira



Me protege em meu enterro



*



Saltitantes sorrisos perdidos



Rostos desabitados



Falam em bocas



Mudas



Sem palavras



Apenas gestos



Que não me tocam



*

Meu porto



Meu poço de tristeza



Minha armargura em ser



Em estar



Em fazer



Em odiar desde os pés a cabeça



Tristeza



*



Enquanto uma nasce a outra morre



Num ciclo sem fim.



Laís de Andrade

4 comentários:

Emely disse...

Mais parece um Duo... ser e estar!

Saudades Jujuba Doce!

=*

Gustavo Brito disse...

- olá, Laís, lembro-me de você sim.
mas como você me reencontrou, pois eu mudei o endereço do blog.

Leila Saads disse...

Cada um sente a perca de um tempo. Morre-se na solidão - morre-se vivendo com intensidade, mas sem profundidade...

=*

Roberta Blá disse...

nossa,parabéns pela escrita!
senti uma energia mto boa
aqui nesse blog..
tenhu q confessar que me sinto também
uma julieta moderna!
uma eterna romântica tentando sobreviver nesse séc XXl..
*-*