terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Arte sem lei



Erra uma vez, Paulo Leminski


nunca cometo o mesmo erro
duas vezes
     já cometo duas três
quatro cinco seis
     até esse erro aprender
que só o erro tem vez





Obs: Na vida costumamos ter referências, taí um bom lugar pra se achar boas: www.artesemlei.blogspot.com. Você acha coisas legais como esse bigodudo aí de cima, rs.

4 comentários:

Não importa disse...

Adorei o poema. Conheço quase nada de Paulo Leminski, mas toda vez que vejo um poema dele, acho-o de uma obviedade sutil, daquelas que a gente nunca tinha reparado ser tão verdadeira.

bruno nobru disse...

até complicado comentar, curto pacas o leminski.. com itamar assumpção leminski disse: "o homem com uma dor é muito mais elegante, caminha assim de lado.. como se chegando atrasado andasse mais adiante.."

Anônimo disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Laís disse...

Essa obviedade sutil com certeza é um tapa na cara, ou como, procurar e procura algo que estava na sua cara e chega um bigodudo e diz: _taí ó!

rsrs

E Itamar indiscutivelmente se expressou com mais elegância do que o homem com a dor por observar tamanha observação, rs.

Beijos